José Bonifácio de Andrada e Silva

Tendo maduramente refletido sobre a posição política deste Império, conhecendo quanto se faz necessária a minha abdicação, e não desejando mais nada neste mundo senão glória para mim e felicidade para minha pátria, hei por bem, usando do direito que a Constituição me concede no capítulo 5º, artigo 130, nomear, como por este meu imperial decreto nomeio, tutor de meus amados e prezados filhos ao muito probo, honrado e patriótico cidadão José Bonifácio de Andrada e Silva, meu verdadeiro amigo.

Boavista, 6 de abril de 1834, 1º da Independência e do Império. [1]

D. Pedro I

Nasceu José Bonifácio de Andrada e Silva, em 13 de junho de 1763, na pequena vila de Santos, da província de São Paulo, já ilustrada e famosa pela glória literária e política de Bartolomeu e Alexandre de Gusmão, que havia conseguido do vigário de Jesus Cristo o título de ”Fidelíssimo” para o reino de Portugal, ajuntando à coroa de Afonso Henriques mais esse eterno florão.

Foram seus pais o coronel Bonifácio José de Andrada, e D. Maria Bárbara da Silva, descendentes dos senhores do Entre-Hoem e Cavado, na província do Minho, antigos condes de Amaris, e os mais felizes pais da terra de Santa Cruz, porquanto, além de José Bonifácio, que por si só podia fazer a glória de um século, tiveram mais dois filhos, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada, que reunidos pelos vínculos do sangue, do pensamento e coração, constituíram essa eloquente trindade da pátria, ”fiat” da independência, à vontade do qual a espada de Ourique e Aljubarrota se embotara.

O coronel Bonifácio de Andrada era conhecido em Santos, pela geração de seu tempo, como o tipo da bondade e da condescendência; porém sua esposa, D. Maria Bárbara, de caráter altivo e de vontade forte, e ambiciosa da grandeza e glória de seus filhos, supria na direção literária deles o vácuo que deixava a incorreta bondade de seu marido. Qual a mãe ilustre dos Cipiões, ela zelava e guardava seus filhos como se tivesse previsto que no futuro seriam chamados para primeiros operários do grande monumento do Ipiranga, tão pouco distantes de seus olhos.

Cada dia ela se torna mais severa. – Os Andradas, ainda crianças, estudavam compridas horas encerrados em um aposento constantemente vigiado por D. Maria Bárbara.

Em 1777, seguiu José Bonifácio para a cidade de São Paulo, onde o virtuoso báculo do bispo D. Manuel da Ressurreição havia aberto à mocidade todas as aulas de humanidade.

José Bonifácio, para quem o estudo era um alimento quotidiano e indispensável, dele aproveitou mais depressa que se poderia pensar. O bispo, admirado de tão rápidos progressos e dos triunfos que obtivera o jovem, tenta chamá-lo à tribo dos Levitas; seus pais resistem a uma tal pretensão do bispo. Seu destino estava marcado pela mão da Providência.

No ano de 1780, volta o rosto da cidade de São Paulo, silencioso, e meditando sobre seu futuro, passa pelos campos do Ipiranga, abraça seus pais em Santos, chega ao Rio de Janeiro e parte para Portugal, demandando com o mais santo entusiasmo a Atenas Lusitana, a velha Coimbra de D. Dinis, de saudosa recordação.

A universidade tinha tocado ao fastígio de sua glória, e seu doutoral nos dias das festas literárias se ilustrava com os mais venerandos cidadãos da república das ciências. A mão poderosa do marquês de Pombal descansava sobre este eloquente Panteão da verdade. No caráter de tenente rei, o imortal marquês do alto do sólio régio erguido na universidade entregou a seu reitor os sábios estatutos, que marcando a rota da inteligência, fizeram a ressurreição brilhante dos estudos clássicos já em abatimento. Como estão longe esses tempos, e como são raros os ministros que cuidam das glórias do passado.

Matriculou-se José Bonifácio na Faculdade de Direito Canônico e em Filosofia Natural, em cujas matérias se formou de haver dado os mais modestos, sim, porém notáveis testemunhos de sua prodigiosa inteligência, e renascido fervor pela ciência.

De Coimbra retira-se saudoso José Bonifácio para Lisboa, onde gozava de toda a influência e prestígio da nobreza ornada de inteligência e glórias cívicas, o duque de Lafões. Ele estende a mão de amigo e admirador sincero ao jovem José Bonifácio, para propor e fazer aceitar o brasileiro no recinto da Academia Real das Ciências.

Naquele tempo, a entrada na Academia das Ciências era um grande sucesso, porque ali os ministros compareciam a suas sessões, levando a intenção de escolherem ali os homens que depois deveriam passar ao serviço do rei.

O duque de Lafões foi um verdadeiro amigo de José Bonifácio e de Portugal, para quem preparava um grande servidor. Que belo patronato!

José Bonifácio começa a aparecer na arena gloriosa que se lhe abrira por vontade do duque de Lafões, com um brilho tal, que em pouco tempo atraiu a atenção e amizade dos sábios que frequentavam a real Academia. Leu algumas memórias suas que lhe trouxeram verdadeiros triunfos e a reputação de naturalista.

A provança científica foi curta, porém fértil. Em 1789, a graciosa rainha de Portugal D. Maria I rubricou o decreto de nomeação feito a José Bonifácio e um outro brasileiro Arruda Câmara, sob proposta da Real Academia de Ciências, a fim de fazerem uma viagem científica por toda a Europa como naturalistas, e especialmente metalurgistas, à custa do Erário régio, voltando para Portugal, enriquecidos de novos conhecimentos nestas especialidades, que se tornariam em lucro para a nação. Hoje tal nomeação talvez se capitulasse de ”esbanjamento”.

Em 1790, começou José Bonifácio sua excursão científica: percorreu a França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália, Hungria, Boêmia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Turquia. Como mineiro da ciência, desceu nas profundezas da Terra, trazendo sempre à luz do dia verdades desconhecidas. Tudo estudou com a mais parada atenção, ouviu os sábios – Abraão Werner em Freyberg, o conde de Burgsdorf, Alexandre Volta em Itália, Lavoisier, De Chaptal, De Fourcroy, Lourenço Jussieu, Abade Hauy em Paris, Nicholson em Londres, Abigaerdg em Copenhagen, Bergmann em Upsala, Saluccio, De Menusiglio em Turim e Priesley em Haikney. Obteve de toda essa plêiade brilhante de pensadores os mais honrosos títulos científicos, e com eles entreteve relações de amizade como soem ser as dos sábios.

Por seus trabalhos literários, alguns dos quais se referiam ao Brasil, tornou-se conhecido em toda a Europa, como atestam os seus diplomas de sócio das mais afamadas corporações científicas do mundo. José Bonifácio era membro da Academia Real das Ciências em Lisboa; das de Estocolmo, Copenhague, Turim; da Sociedade dos Investigadores da Natureza em Berlim; das de História Natural e Filmática de Paris; da de Geologia de Londres; da Werneriana de Edimburgo; da Mineralógica e da Lineana de Jena; da de Física e História Natural de Gênova; da Sociedade Marítima de Lisboa; da de Filosofia de Filadélfia; e da Imperial Academia de Medicina do Rio de Janeiro. Além de suas memórias, escreveu para muitos jornais científicos da Alemanha, França e Itália, notando-se entre esses trabalhos os que são relativos às minas da Suécia, Noruega, e ao fluído elétrico, que Fourcroy honrou publicando em seus anais de química.

Na Alemanha, ouviu igualmente as lições de filosofia de E. Kant, e com tal proveito, que depois ensinou as doutrinas deste grande metafísico a seu ilustre irmão Martim Francisco, o qual, apaixonado santa e justamente pelas sublimes teorias do filósofo de Köenigsberg, abriu uma aula de filosofia em São Paulo, com o intuito de dar a lume suas desconhecidas doutrinas naquela boa cidade, onde o ”Gênese” era explicado no convento de São Francisco pela poderosa palavra de frei Francisco de Mont’Alverne.

Humboldt, talvez a primeira inteligência que neste século partiu do seio da eternidade, se correspondia com o nosso distinto patrício José Bonifácio.

Em 1800, voltou José Bonifácio para Portugal após 10 anos de estudos de observação, rico de ideias e poderoso pela reputação que havia adquirido, não obstante o ruído da guerra europeia, que parecia chamar todos os espíritos para a glória das armas!

Ainda não tinha José Bonifácio descansado dos continuados estudos de 10 anos, quando foi surpreendido pela nomeação de lente da Universidade de Coimbra para ler em aulas de geognesia e metalurgia, cadeiras criadas para ele expressamente, conferindo-lhe a Universidade de logo o grau de doutor em filosofia natural, grau exigido pelos estatutos e sem o qual ninguém poderia fazer lições na Universidade.

Era então ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho, conde de Linhares, que substituiu o duque de Lafões no honroso empenho de aproveitar as luzes e probidade de José Bonifácio. Que belas lições de governo não se tira da vida de José Bonifácio – sempre procurado para os empregos pelos ministros e grandes senhores do reino!

Retirou-se José Bonifácio para Coimbra, em cujos arredores arrendou uma quinta de Almegue, empregando-se no magistério que deixou vestígios vivos na Universidade e em plantações apropriadas a seus estudos de botânica.

Como intendente-geral das minas, fez a Portugal serviços, de que ainda hoje existem provas irrecusáveis. A amizade entre ele e o conde de Linhares se aperta todos os dias e, na proporção de seus feitos, ganha glória para si, para o ministro e para o rei.

A invasão dos franceses em Portugal no ano de 1808 acendeu em seu coração ”patriótico” os brios da nacionalidade ofendida, como também acontecera na Alemanha; ele marcha à testa do corpo acadêmico, deliberado a arriscar a vida da mais bela mocidade e a sua, em sacrifício da liberdade portuguesa. Aquartelou-se na heroica cidade do Porto, onde lorde Wellington deixou o coronel Trant, o qual alevantou algumas autoridades internas, e como José Bonifácio era graduado desembargador, incumbiu-lhe a polícia da cidade. Todo o seu pecado neste emprego interino consistiu em mandar soltar muitos e bons portugueses como inocentes do crime da inconfidência.

Acusado nas Cortes portuguesas na sessão de 28 de junho de 1822, como réu do crime de ”leso-despotismo”, o seu ilustre irmão Antônio Carlos o defendeu de tais crimes alevantados pelo deputado Ferreira Borges; e na sessão de 1º de julho, o grande orador brasileiro, em um discurso modelo de eloquência, lógica e patriotismo, disse falando de seu irmão José Bonifácio:

“Justo Deus, em que tempo estou! É despotismo salvar a humanidade! É despotismo salvar as vítimas das injustas prevenções de uma plebe brutal e furiosa! Benfazeja Providência, que vigias sobre os destinos da nação portuguesa: tu, que espero e creio, conservarás a integridade deste império apesar dos encontrados empuxões da inexperiência, da ignorância presunçosa e da mesquinha rivalidade, permite que se,

entre o clangor das armas, no silêncio das leis, no meio das convulsões da anarquia, houver de insinuar-se alguma arbitrariedade e poder discricionário, seja este sempre disposto, como foi ”o grande déspota José Bonifácio”, a desoprimir a aflitos a arredar da garganta da desgraça a espada do ressentimento, a arrancar, enfim, das fauces ensanguentadas da vingança as vítimas que ela já saboreava!”

A acusação estalou como um raio aos ouvidos do acusador! E nenhum outro libelo acusatório as Cortes portuguesas irritadas tiveram ânimo de oferecer contra o patriarca da independência brasileira!

Monumento a José Bonifácio de Andrada e Silva, que se ergue no Largo de São Francisco de Paula

Em 1819, pede José Bonifácio licença, e obteve, para voltar à pátria. Chega ao Rio de Janeiro, delibera recolher-se a Santos, sua cidade natal, no sítio dos Oiteirinhos de sua propriedade, onde só poderia em sossego tratar de metodizar seus trabalhos científicos, e no regaço do sossego, quiçá da solidão, interrogar a natureza virgem da Pátria sobre seus mistérios!

Indo despedir-se e pedir as ordens d’el-rei o Sr. D. João VI em companhia de seu irmão o finado conselheiro Martim Francisco, el-rei tentou obstar a viagem do sábio, ”dizendo-lhe que dele muito era mister para reitor de uma universidade que tinha em mente constituir na corte”. José Bonifácio disse que de Santos responderia a S. M. caso houvesse de chamá-lo para tão honroso empenho.

Em março de 1820, junto com seu irmão Martim Francisco, fizeram uma excursão montanística em parte da província de São Paulo; designaram os terrenos auríferos, descobriram novos minerais, descreveram-nos e especificaram as espécies de ferro encontrado. Esta notícia foi publicada no ”Journal des Mines”.

Eis os traços gerais de sua vida de sábio. Sobre sua vida política não faremos observações, apenas recordaremos as épocas dos grandes feitos, porque só temos fé no futuro e na posteridade.

A 24 de dezembro de 1821, redigiu e apresentou em pessoa a 1º de janeiro de 1822 a representação da junta provisória de São Paulo, pedindo ao príncipe regente de ficar no Brasil, apesar do decreto das Cortes portuguesas.

Em 30 de janeiro, entrou no Ministério do Reino e Estrangeiros.

Em 3 de julho de 1822, constituiu-se o Ministério da Independência, que se compôs de José Bonifácio, Martim Francisco, conde de Sousa, Pinto Miranda Montenegro, Luís Pereira da Nóbrega de Sousa Coutinho.

Fez-se a independência (7 de setembro de 1822).

Os trabalhos que venceram José Bonifácio e seus colegas para constituir-se o Império livre, que se imaginem, já se não podem recordar no curto espaço que nos foi marcado.

Nesta memorável campanha da independência o Washington foi José Bonifácio, não só pela sua abnegação e modéstia, que bem era atestada pelo finado senador João Evangelista, quando narrava as repugnâncias que encontrou em José Bonifácio para subir ao poder, como pelos grandes riscos a que se aventurou.

Ao Sr. [[Família imperial brasileira::Dom Pedro I|D. Pedro I]], jovem príncipe herdeiro da coroa portuguesa, tudo seria perdoado no dia da derrota e da desgraça. Pelos virulentos e insultuosos discursos dos mais preeminentes oradores das Cortes portuguesas se vê que toda a vingança tinha de cair tremenda sobre a cabeça de José Bonifácio. A José Bonifácio esperava o cadafalso ou a masmorra perpetuamente!

Em 17 de abril de 1823, convocou-se a Assembleia Constituinte brasileira, e José Bonifácio foi nomeado seu presidente. Daí a três meses justos, foi demitido José Bonifácio e dissolvido o ministério da Independência.

Dissolvida a constituinte a 12 de novembro, foi preso e deportado José Bonifácio juntamente com seus irmãos, o Sr. Montezuma, hoje visconde de Jequitinhonha, e outros, e conduzidos para o desterro pela fragata ”Lucônia”! Sobre os azares desta viagem nada diremos, porque não é tempo, porém copiaremos um eloquente trecho do mais exímio de nossos oradores acadêmicos, o Sr. [[Nobre do Brasil::Manuel de Araújo Porto-Alegre|Porto-Alegre]]:

“Os acontecimentos ocorridos naquela inesperada deportação a bordo do navio que os conduzia, eu ”tremo” de os narrar. A história ainda não divulgou esse horrível acontecimento, essa espécie de odisseia, esse naufrágio ”sui generis”, essas revoltas, essas ”traições”, essa ”fome”; e a energia de José Bonifácio e as representações ao governo de Espanha. Mas, quando divulgar, a posteridade há de tremer, como eu estremeci ao ouvi-lo da própria boca das vítimas, com uma serenidade patriarcal e com aquele amor com que narramos os perigos do passado.”

Nem mais uma palavra, as escritas e citadas valem tudo.

Casa de José Bonifácio em Paquetá

Depois de cinco anos de desterro, volta à pátria e, mudo e silencioso, sem exalar um queixume sequer, ”desterra-se” voluntariamente para a ilha de Paquetá.

O decreto de 29 de agosto de 1829 lhe concede ”quatro contos de réis” de pensão anual para indenizá-lo dos ordenados que perdera com a Independência. Ele aceita.

Em 6 de abril de 1831, na hora solene da abdicação de um trono, o Sr. D. Pedro I procura o companheiro e conselheiro de 1822, o patriarca da Independência, o sábio amigo de Humboldt, o exilado de 1823, a vítima que por sua coragem escapou às garras do algoz em Vigo – para entregar-lhe o precioso legado da tutela de seus amados e prezados filhos – e ainda o encontrou fiel e desinteressado! José Bonifácio aceita a tutoria.

Por decreto de 14 de dezembro de 1833, a tutoria instituída pelo pai Augusto lhe foi arrancada. Ele protestou ao mundo e ao Brasil, sofreu perseguições e julgamentos. O marquês de ”Itanhaém o substitui”.

Em 6 de abril de 1838, o conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva entregou sua alma pura, grande e sábia ao seu Criador!

Sua morte foi um triste acontecimento, que feriu a todos os corações brasileiros.

Os talentos do tempo rodearam seu féretro e choraram-no esparzindo saudades sobre seu túmulo! A posteridade, quando, levada de entusiasmo pelos seus feitos, procurar o seu jazigo, talvez não o encontre; ainda menos sua estátua ou singela pedra, que comemore a gratidão de seus contemporâneos!

Desceu à tumba aos 75 anos de idade com o hábito de Cristo, com que a dadivosa mão de D. Maria I lhe honrou o peito, e embrulhado na beca de desembargador do tempo colonial! Eram todas as suas honras!

Não! que a verdade seja dita ante a sepultura do Patriarca da Independência!

A Assembleia Provincial de S. Paulo em 1838, por intermédio do presidente da província, decretou o que se segue:

“O Dr. Venâncio José Lisboa, presidente da Província de S. Paulo, etc. Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa provincial decretou e eu sancionei a lei seguinte:

“Artigo único. Fica elevada à categoria de cidade de Santos a vila do mesmo nome, pátria do conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva.”

Sua biblioteca foi enriquecer a Biblioteca Nacional, por sua derradeira vontade, a qual seus ilustres irmãos religiosamente cumpriram.

Suas cinzas dormem na igreja de Nossa Senhora do Carmo em Santos!

Nota

  1. A data correta é: Boa Vista, aos seis de Abril de mil oitocentos e trinta e um, décimo da Independência e do Império.

Fonte