Exposição Nacional de 1908

A Exposição Nacional vai começando, pouco a pouco, à maneira que ficam prontas as instalações mostruários do Distrito Federal, dos Estados, de Portugal. O pórtico é bem arquitetado. A iluminação feérica. As diversões para visitantes que não sejam atraídos só pelo amor ao Progresso multiplicam-se, dia a dia: Concertos, cinemas, fogos artísticos, folguedos para crianças; e, até, batalhas de confetes…

A Ferro-Carril Jardim Botânico mantém um serviço regular de bondes para a Exposição; e a Cantareira outro, de barcas, do Pharoux à enseada de Botafogo.

Figuram na Exposição 726 estabelecimentos industriais com sede no Distrito Federal, sendo 19 de fiação e tecidos; 9 de roupa branca; 29 de chapéus (feltro, lã e palha); 61 de calçado; 14 de sombreiros e guarda-chuva, 7 de gravatas, 4 de luvas, 8 de perfumaria, 59 de móveis e decorações; 14 de massas alimentares; 22 de cerveja, 22 de bebidas alcoólicas, 11 de cigarros, 16 de flores artificiais, 40 de fundição e obras de metal, 11 de sabão e velas, 12 de vassouras, brochas, escovas, etc.; 6 de papel pintado… Perto de setenta são as variedades de produtos expostos pelos industriais do Distrito Federal. E o capital que representam sobe a mais de 153.000:000$000.

De todos os Estados há instalações apreciadas. Ininterrupta a concorrência de visitantes.

Fonte

  • Rosa, Francisco Ferreira da. Memorial de Rio de Janeiro: Personagens - Fatos - Narrativa de acontecimentos - Vida e progresso da cidade em meio século (1878-1928). Rio de Janeiro: Prefeitura do Distrito Federal, Secretaria Geral de Educação e Cultura, Departamento de História e Documentação, 1951. 634 p. (Archivo do Distrito Federal. Revista de documentos para a história da cidade do Rio de Janeiro).

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