Rua Marechal Floriano

É entregue ao trânsito, asfaltada, quase toda edificada no seu prolongamento a Rua Marechal Floriano.

A antiga “Rua Larga” era a mais larga da Cidade. Só não era longa, porque a Igreja de São Joaquim, encostada ao edifício do Ginásio Nacional (Colégio Pedro II) deixava-lhe apenas, uma estreita continuação para Leste, até, quase, Santa Rita. Duzentos contos pagou a Prefeitura à Mitra pela igreja, a fim de arrazá-la, e poder a Rua Larga – Marechal Floriano – seguir, larga, até rua Visconde de Inhaúma[1].

O Prefeito está recebendo (2-II-1905) entusiástica aclamação dos comerciantes da zona beneficiada. E, de Petrópolis onde se acham, telegrafam-lhe o Senhor Presidente e Ministros, solidários com a demonstração de público apreço pelas obras efetuadas…

Nota

  1. Para esse prolongamento foram demolidos, além da igreja, 32 casas da Rua Estreita, dez da Rua da Conceição, cinco da Rua dos Andradas, 17 da Rua Uruguaiana, cinco da Rua da Prainha, 19 de um Beco João Batista, oito da Ourives, duas da Teófilo Otoni.

Veja também

Fonte

  • Rosa, Francisco Ferreira da. Memorial de Rio de Janeiro: Personagens - Fatos - Narrativa de acontecimentos - Vida e progresso da cidade em meio século (1878-1928). Rio de Janeiro: Prefeitura do Distrito Federal, Secretaria Geral de Educação e Cultura, Departamento de História e Documentação, 1951. 634 p. (Archivo do Distrito Federal. Revista de documentos para a história da cidade do Rio de Janeiro).

Imagem destacada

  • Avenida Marechal Floriano no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

Mapa – Avenida Marechal Floriano