Casa da Ópera

IHGB – Atlas da Evolução Urbana da Cidade do Rio de Janeiro – A Cidade do Rio de Janeiro nos princípios do Século XIX – Baseada na Planta Régia de 1808/1812.
CASA DA ÓPERA – Consumida pelo fogo em 1769, a Casa da Ópera ou Ópera dos Vivos, do Padre Ventura, que durou cerca de dois anos, na rua que vai para a pedreira, chamada depois do Fogo, em frente ao Largo do Capim, lembrou-se Manuel Luiz Ferreira em 1779 de construir um teatro em terreno da antiga Praça do Carmo, com frente para o paço do vice-rei. Essa casa de espetáculos, protegida pelo Marquês de Lavradio e frequentada pela aristocracia colonial, fechou suas portas depois de 1810[1]. Manuel Luiz tornou-se coronel do regimento dos pardos e pessoa de influência social. Velho da Silva, em sua Crônica dos tempos coloniais se refere tanto ao Padre Ventura, (homem pardo e corcunda) como ao proprietário da segunda Casa da Ópera. Mais feliz do que o cantador de lundus e dançador de fados, segundo o conselheiro José Maria Velho da Silva, Manuel Luiz desfrutou a proteção da corte portuguesa e da fidalguia transmigradas.

Nota do editor

  1. O teatro junto ao Paço – como era referido o Ópera Nova de Manuel Luís – foi fechado pouco tempo depois da chegada da família real ao Rio de Janeiro para alojar empregados do Paço. Fonte: Viviane Gouvea – Arquivo Nacional.

Fonte

Imagem destacada

  • Planta da cidade de S. Sebastiaô do Rio de Janeiro, via NYPL. (Largo do Capim)

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