Morro de Pedro Dias

MORRO DE PEDRO DIAS – posteriormente chamado do Senado – Ficava na vasta propriedade do guarda-mor das minas Dr. Pedro Dias Paes Leme, estendendo-se desde o Morro de Santo Antônio até a Lagoa da Sentinela[1]. Com o falecimento de Paes Leme em 1780, resolveram seus herdeiros fazer partilha amigável de todos os bens constituídos por terras, prédios e outros haveres. No Tombo das Terras Municipais, de Haddock Lobo e nos Índices e Extratos de Aforamentos, recentemente divulgados sob a orientação de Restier Gonçalves, encontram-se minudentes informes relativos àquelas terras.

O Morro de Pedro Dias passou a ser conhecido por Senado, por causa da rua dessa denominação, por cuja abertura muito se interessou o Senado da Câmara.

Principiou a ser arrasado em 1880, de acordo com a concessão que fora outorgada pelo governo imperial a Possidônio de Carvalho Moreira (decreto n. 7.181, de 8 de março de 1879 [2] [3] [4] [5] [6] [7]). Ativaram-se consideravelmente os trabalhos de arrasamento a partir de 1900. Com a abertura da Avenida Mem de Sá, na administração do Prefeito Passos, sofreu grandes cortes numa área de mais de 200.000 metros quadrados – e foi totalmente arrasado em 1908 pela Empresa de Melhoramentos no Brasil, cessionária da concessão de 1879.

O local é atualmente conhecido por Esplanada do Senado – apesar de já se achar ocupada toda a área por logradouros públicos, no quais se erguem vistosas edificações.

Nota do editor

  1. Entre as ruas do Senado, Inválidos, Rezende e Riachuelo.
  2. Decreto nº 7.181, de 8 de Março de 1879 Concede ao Dr. Possidonio de Carvalho Moreira autorização para, por si ou por uma empreza, arrazar o morro do Senado e aterrar os pantanos da cidade do Rio de Janeiro.
  3. Decreto nº 7.302, de 24 de Maio de 1879 Autoriza o Engenheiro Luiz Raphael Vieira Souto, Francisco José Gonçalves Agra Filho e Filadelpho de Souza Castro a aterrarem a área comprehendida entre as praias dos Lazaros e Formosa e as ilhas dos Melões e das Moças, e bem assim a executar outros melhoramentos.
  4. Decreto nº 7.881, de 3 de Novembro de 1880 Proroga o prazo marcado na clausula 8ª do Decreto n. 7181 de 8 de Março de 1879, para o começo das obras do arrrasamento do morro do Senado e aterro dos pantanos desta capital.
  5. Decreto nº 8.315, de 19 de Novembro de 1881 Approva a planta para as obras de arrasamento do morro do Senado, de conformidade com a concessão constante do Decreto n. 7181 de 8 de Março de 1879.
  6. Decreto nº 687, de 23 de Agosto De 1890 Autoriza o Banco Auxiliar a transferir á Empreza Industrial de Melhoramento no Brazil as concessões de que é cessionario, feitas pelos decretos ns. 7181 e 7302, de 8 de março e 24 de maio de 1879. (…para arrasar o morro do Senado e aterrar os pantanos da cidade do Rio de Janeiro, e ao engenheiro Luiz Raphael Vieira Souto e outros para aterrarem a área comprehendida entre as praias dos Lazaros e Formosa e as ilhas dos Melões e das Moças, e executarem outros melhoramentos…)
  7. Decreto nº 4.860, de 8 de Junho de 1903 Providencia sobre a encampação de diversas concessões.

Fonte

Imagem destacada

  • Morro do Senado no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

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