Rua da Lapa

RUA DA LAPA – Com o nome de Rua da Lapa do Desterro foi aberta depois de 1769, através da chácara do Sisson. Ainda nesse ano – informa-nos Melo Morais, pai, o trânsito para o Catete se fazia por trás da Igreja da Lapa, no prolongamento do Boqueirão, tendo-se então traçado o plano de um novo aqueduto das águas do Rio Carioca, sobre o local – o que se não levou a efeito. A primitiva denominação não só obedeceu à circunstância de se haver ali erguido a Igreja da Lapa do Desterro, como também à velha tradição toponímica portuguesa, que crismara algumas das vielas do Porto e de Lisboa com idêntica nominação.

Plancher, no Guide de L’Etranger[1], de 1828, registra a denominação Lapa do Desterro que, em 1841, foi substituída simplesmente por Lapa.

Foi aterrada, numa parte, junto ao Largo da Lapa, em 1802. Em 1835 teve esse melhoramento extensivo a todo o logradouro, sujeito a inundações provenientes das enxurradas trazidas pelas águas do Morro de Santa Tereza.

Em 1838 o engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde, “sem outra preocupação senão a de atender à comodidade pública”, propunha-se a construir nesse logradouro um solo artificial, que suportasse o intenso tráfego de veículos, proporcionando-lhes uma “rodagem segura”. Apesar do parecer favorável do arquiteto da Câmara, Domingos Monteiro, esse sistema de pavimentação se lhe afigurava semelhante ao do engenheiro escocês MacAdam.

Nota do editor

  1. Plancher-Seignot – Diccionario das ruas do Rio de Janeiro, ou Guide de l’Etranger dans cette capitale, 1828.

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