Rua das Flores

RUA DAS FLORES – Cordeada numa pequena porção, em 1805, a partir da Rua Nova do Conde, através da chácara de Antônio da Rocha Machado, foreira ao Senado da Câmara. Em 1823, por deliberação do conselho, na vereança de 29 de outubro, aterrou-se um terreno pantanoso do Barão de São João Marcos, fronteiro à Rua do Areal, para regularizar o trânsito. Pela planta da cidade, de 1829, que acompanha o livro de R. Walsh [1],, se vê que em toda sua extensão já se achava edificada nesse ano, embora dependesse de aceitação da Câmara Municipal o trecho entre o mangue da Cidade Nova e a Rua São Diogo, o que se fez em 11 de fevereiro de 1837, por cessão dos terrenos de Henrique José de Araújo e José Estevão Grodona – para o alargamento do logradouro com 60 palmos. Contava, então, num trecho de 304 braças, 81 prédios. Em 14 de maio de 1839 resolveu a Câmara anular o termo que fora lavrado dois anos antes, sob alegação de não terem obedecido às formalidades legais. A 9 de dezembro de 1840, deliberaram os vereadores sob a presidência de João Martins Lourenço Viana (quadriênio de 1837-41) considerar válido aquele termo.

Moradores das ruas das Flores, São Leopoldo, Alcântara e Santa Rosa, reclamaram em 1844 à Edilidade contra a localização de um cemitério que se estava a levantar no lugar da cadeia nova, em frente à rua, tendo imediatamente atendidos, com o embargo das obras.

Por proposta do vereador Francisco Basílio da Mota, em sessão da Câmara de 8 de março de 1879, denominou-se Rua Sant’Ana.

Na nomenclatura dos logradouros públicos da cidade, a Rua de Santa Ana é uma das poucas que escaparam às constantes mudanças de nomes e prenomes.

Nota do editor

  1. WALSH, R. (Robert), 1772-1852 – Notices of Brazil in 1828 and 1829 – London, F. Westley and A. H. Davis – 1830

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