Rua do Arco de São Bento

RUA DO ARCO DE SÃO BENTO – Aberta com essa denominação em 1743, segundo Balthazar da Silva Lisboa (Anais do Rio de Janeiro – 6.º vol. – pág. 324), chamando-se também Rua Nova de São Bento em fins do século XVIII. Por carta de 14 de setembro daquele ano mandava o Senado da Câmara rogar ao abade de São Bento abrir pela cerca e horta do mosteiro uma rua – desde os quartéis de Bragança até a Prainha, para facilitar o trânsito do povo e cômodo de toda a cidade. Ramiz Galvão em seus valiosos Apontamentos Históricos sobre a Ordem Beneditina (publicados em 1869 – Revista do Instituto Histórico – tomo XXXV – 2.ª parte – pág. 249 e republicados em 1927 no volume editado pela Congregação Beneditina), diz-nos que o abade frei Francisco de São José pôs ombros à obra, não só abriu a rua, com 33 palmos de largura, mas nela construiu alguns edifícios. Em 1842 regularizou-se o seu prolongamento até a Prainha.

Durante muito tempo existiu um arco ou passadiço sobre essa rua, comunicando o mosteiro com a horta e cerca. Mais tarde, aforados os chãos e abertas as ruas Municipal (Mayrink Veiga – decreto 2.288, de 8 de setembro de 1928) e dos Beneditinos, tornou-se inútil o arco e o mosteiro mandou demoli-lo.

A atual Rua São Bento, assim denominada desde 1842 – foi mandada alargar pelo decreto municipal n. 95, de 21 de junho de 1894, revivendo antigos projetos do vereador Visconde de Santa Cruz, em 1885, de José Alfredo da Cunha Vieira, em 1887 e do prefeito Dr. Cândido Barata Ribeiro, convertido em lei pelo decreto n. 14, de 14 de fevereiro de 1893, mas não executado. Esse alargamento só se executou, porém, com a abertura da Rua Acre (decreto n. 472, de 9 de fevereiro de 1904).

Fonte

Imagem destacada

  • Rua de São Bento no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

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