Rua dos Barbonos

RUA DOS BARBONOS – Chamou-se, a princípio, Caminho dos Arcos da Carioca e não passava, então, em fins do século XVII, de estreita vereda, aberta em terrenos da chácara de Nossa Senhora da Ajuda para o Desterro, que se comunicava com a várzea de Nossa Senhora da Ajuda. Acentuou-se o seu desenvolvimento, depois de 1742, sendo conhecido por Barbonos, por causa dos missionários italianos, barbônios, que naquele ano ali instalaram o seu hospício, em terras de propriedade de ascendentes do conselheiro Antônio de Menezes Vasconcelos de Drumond – como se lê na Crônica Geral e Minuciosa do Império do Brasil (pág. 100), de Melo Morais, pai. Na horta dos barbadinhos italianos, foram iniciadas, no Rio de Janeiro, as plantações de café, muito concorrendo para sua cultura o bispo D. José J. Justiniano Mascarenhas Castelo Branco. No local onde esteve o edifício do hospício, construiu-se o quartel da polícia.

Em homenagem ao príncipe Jorge, regente do reino da Grã-Bretanha e ao rei D. João VI, de Portugal, lançou-se, em 12 de agosto de 1820, em virtude do tratado de 19 de fevereiro de 1810, a pedra fundamental do templo anglicano, consagrado a São Jorge e a São João, em terreno onde residira o bispo Castelo Branco.

Por ato da Câmara Municipal, de 17 de dezembro de 1870, denominou- se Rua Evaristo da Veiga, em memória do publicista da Regência Evaristo Ferreira da Veiga e Barros, nascido no Rio de Janeiro a 8 de outubro de 1799 e falecido na mesma cidade a 12 de maio de 1837.

Pelo decreto n. 636, de 31 de outubro de 1906, n. 781, de 10 de maio de 1910, foram desapropriados prédios para a abertura da Praça dos Arcos e pelo de n. 990, de 22 de outubro de 1914 outros imóveis necessários ao alargamento da rua – cujo projeto fora aprovado a 28 de setembro de 1906.

Fonte

Imagem destacada

  • Rua dos Barbonos no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

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