Rua Nova do Conde da Cunha

CAMINHO NOVO OU RUA NOVA DO CONDE DA CUNHA (Prolongamento da Rua do Piolho) – Dom Antônio Álvares da Cunha, Conde da Cunha, sucessor do Conde de Bobadela na governança, procurando corrigir o defeito que se notava no alinhamento da Rua do Piolho, obrigou o dono da chácara que ficava em frente, no Campo da Lampadosa, a ceder o terreno para a continuação do logradouro, em linha reta.

Em 1765 mandou prolongá-lo até a Lagoa da Sentinela, que corresponde atualmente o lado esquerdo da Rua Frei Caneca, entre as ruas do Areal e Riachuelo. O trecho entre a Rua do Piolho e o Campo de Sant’Ana teve a denominação Visconde do Rio Branco, em sessão da Câmara Municipal, de 3 de junho de 1871, aprovada por portaria do Ministério do Império, de 17 do mesmo mês e ano – em homenagem ao conselheiro José Maria da Silva Paranhos, presidente do gabinete ministerial de 7 de março, ainda de 1871, nascido na Bahia a 16 de março de 1819 e falecido no Rio de Janeiro a 1 de novembro de 1880.

No local onde, depois de 1856 esteve a estação principal dos carros da Companhia da Tijuca (as célebres maxambombas), foi enforcado Tiradentes, segundo o depoimento de uma das testemunhas presenciais da execução. O terreno era em 1792, um brejal, não nos parecendo merecedora de crédito aquela informação.

Leia-se, a propósito, o que escrevemos no 1.º volume de Meios de Transporte no Rio de Janeiro, pág. 236, nota 164 e na revista Sul América (n. 83, julho de 1940 – pág. 13) – sob o título “Centenário de Baltasar Lisboa”. – Vide, ainda, acerca do prolongamento do logradouro, a anotação CLXXIII.

Fonte

Imagem destacada

  • Rua do Conde no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

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