Santuário de Nossa Senhora da Glória

SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA – No morro que tomou a denominação da tosca ermida erguida em 1671 e habitada pelo devoto Antônio Caminha, teve sua confraria beneplácito canônico de irmandade em 1739. Deu-se começo a um templo mais amplo, em substituição ao que se construíra em 1714, abrangendo maior espaço no outeiro doado em 1699 pelo Dr. Cláudio Gurgel do Amaral.

A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, com os grandes melhoramentos realizados no transcorrer dos anos, tornou-se um templo elegante e verdadeiro monumento da arquitetura religiosa, conservando-se-lhe ultimamente nas obras por que passou, sob a fiscalização do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, os antigos lavores artísticos.

Santuário predileto dos filhos da cidade do Rio de Janeiro, desde o Vice Reinado, alcançaram notável esplendor as suas festividades durante os 1.º e 2.º reinados. Todo esse passado de adoráveis reminiscências foi trazido à memória através do Ermitão da Glória, de José de Alencar, das Festas e Tradições Populares do Brasil, de Melo Morais Filho e do Devocionário, do cônego Francisco Freire.

A festa do Outeiro da Glória, celebrada anualmente, a 15 de agosto, no mesmo sítio onde morreu Caminha e o sepultaram com “cheiro de santidade”, perdeu o encanto de outrora. Relembram-na, Vieira Fazenda (Antiqualhas e Memórias do Rio de Janeiro) e Escragnole Dória, nas crônicas – O dia da Glória, Última Lágrima (Jornal do Comércio – 15 de agosto de 1913 e 1915), Bailes da Glória e Nossa Senhora da Glória (Revista da Semana – 18 de agosto de 1928 e 16 do mesmo mês do ano de 1930).

A igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro guarda preciosas relíquias que constituem pequeno, mas interessantíssimo museu histórico.

Fonte

Mapa – Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro