Travessa do Núncio

TRAVESSA DO NÚNCIO – Antiga Segunda Travessa de São Joaquim, aberta antes de 1769 em terras da Ordem carmelitana, com o nome de Rua dos Coqueiros, mudado para Rua da Condessa e, posteriormente, do Carmo.

A planta da cidade de 1769, mandada levantar pelo vice-rei Conde da Cunha, assinala no Campo da Lampadosa uma rua, sem designar-lhe o nome – próxima ao Campo de Sant’Ana – e que não pode ser outra senão a atual Rua do Núncio – assim crismada em memória do primeiro núncio apostólico, Conde Lourenço Caleppi, falecido a 10 de outubro janeiro de 1817 numa casa desse logradouro, canto da Rua do Hospício, e ao qual, em nota n. 32 de suas Memórias, Gonçalves dos Santos, chama de – Travessa do Núncio.

Depois de 1810 retificou-se o seu cordeamento até a Rua Larga de São Joaquim. O trecho entre as ruas da Alfândega e Larga de São Joaquim conservou-se por muitos anos mais estreito do que a outra parte.

Vários projetos de melhoramentos foram submetidos em 1891, à Municipalidade, inclusive o de abertura de uma avenida. O decreto n. 77, de 9 de fevereiro de 1894, mandou desapropriar prédios para o alargamento entre as ruas Senhor dos Passos e Larga de São Joaquim. Outro decreto municipal, de 9 de novembro de 1898, determinou a desapropriação de todos os imóveis imprescindíveis àquela obra e, finalmente, a 26 de dezembro de 1905 (decreto n. 659), o prefeito Passos aprovou os planos para os melhoramentos citados, entre as ruas da Alfândega e General Câmara.

Por decreto de 9 de novembro de 1898, passou a chamar-se Rua José Mauricio, em memória do padre José Mauricio Nunes Garcia, notável musicista, que faleceu no prédio n. 18, antigo, a 18 de abril de 1830.

O decreto n. 2010, de 21 de agosto de 1924, denominou-a Avenida Tomé de Souza, em memória do primeiro governador geral do Brasil e fundador da cidade do Salvador da Bahia, em 1549.

Fonte

Imagem destacada

  • Rua do Núncio no Guia e Plano da cidade do Rio de Janeiro, 1858, publicado por A.M.Mc. Kinney e Roberto Leeder, via Biblioteca Nacional.

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