Câmara e Cadeia de Ouro Preto

A primitiva Cadeia feita por Antônio de Albuquerque, datava de 1710 e 1713. Era de pau a pique e não oferecia maior segurança, dado o seu mau estado de conservação.

A Real Coroa ordenou a feitura de outra em setembro de 1727, referendada por outra ordem de 15-2-1730 que a obra deveria ser de pedra e cal.

No entanto, somente em 1745 a Câmara de Vila Rica deu conta ao Governo Real de ter feito arrematar a construção da nova Cadeia segundo a planta do engenheiro José Pinto de Alpoim, guardando traços do Capitólio de Roma, com suas platibandas de balaústres e nas quatro faces e nos ângulos as figuras da Justiça, Lei, Força e Temperança.

A Torre que encima o edifício foi-lhe colocada, posteriormente, e por muitos anos, esteve sustada a grandiosa obra.

São célebres as atrocidades e crueldades feitas pelo Governador Luiz da Cunha Menezes, ao executá-la, vindo ter seu término anos após à Independência, quando do governo provincial em Minas.

“É o exemplar mais interessante de edifício público construído no período colonial em todo o Brasil, não só por suas linhas arquitetônicas como pela execução e pelo material empregado” (Wash Rodrigues — Edgard Falcão — Relíquias da Terra do Ouro).

Hoje é ele sede do Museu da Inconfidência, criado pelo Governo Federal.

Por informações colhidas, consta ter ele vindo da planta do então governador Cunha Menezes, e ser a terceira projetada para o mesmo e a que veio a ter execução.

Fonte

  • Ruas, Eponina. Ouro Preto: Sua História, Seus Templos e Monumentos. 3ª ed. Minas Gerais, 1964. 249 p.

Mapa