Viagens de Outrora

  • Taunay, Alfredo d’Escragnolle. Viagens de Outrora. 2ª ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos de São Paulo, 1921. 164 p.
DUAS PALAVRAS

Neste volume reunindo escritos vários do Visconde de Taunay, divulgados apenas, inéditos outros, prosseguimos na execução do propósito de dar a lume, em livro, o que o escritor deixou pela imprensa espalhado, ou por imprimir, material que certamente poderá constituir numerosos tomos ainda além dos que, já em 1920, fizemos aparecer: Recordações de guerra e de viagens e Dias de guerra e de sertão, editados pelos Srs. Weiszflog Irmãos e a Revista do Brasil, e obras estas que a crítica e o público calorosamente receberam.

Todos os artigos que aqui se encerram podem dizer-se inéditos. Uns, como Viagens de regresso de Mato Grosso, inserto na Revista do Instituto Histórico Brasileiro, só passaram pelas mãos de limitado número de leitores; tiveram outros, como as Viagens de outrora, parte impressos em jornais de pequena circulação, deixando o autor, remodelados, os primitivos originais fornecidos à imprensa. Apareceram Teresópolis e Política do dia sob dois dos numerosos pseudônimos, tão ao sabor do Visconde de Taunay. Constituem, pois, todos estes escritos, matéria desconhecida ao nosso público. Assim lhes reserva ele o acolhimento dispensado aos primeiros volumes da póstuma do escritor.

Para este desideratum poderosamente concorrerá a excelente fatura do volume. Não o editasse a Companhia Melhoramentos de São Paulo, Weiszflog Irmãos, incorporado…

São Paulo, 28 de Abril de 1921.

Affonso D’E. Taunay

Teresópolis

Teresópolis está a dois passos do Rio e, entretanto, ninguém a conhece. Uns sabem muito pela rama, que é um lugar frio, de águas puríssimas, montanhas alcantiladas e subidas escabrosas; outros mais indagadores perguntarão de que lado fica, a que distrito eleitoral pertence, quantos votantes tem o colégio, quais as influências do lugar, quais os meios de lá...

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Floresta da Tijuca

Cascatinha Taunay, na Floresta da Tijuca I Conheceis, por acaso, a Floresta da Tijuca? Mui naturalmente não, pois a população do Rio de Janeiro, por mais inteligente e ilustrada que seja, no geral se distingue pela sua falta de curiosidade e de interesse, por quase invencível torpor, em assuntos de arte e belezas naturais. Hábitos...

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